Dinâmica Ponto de Chegada

Objetivo: Trabalhar aspectos de delegação de poder; iniciativa e criatividade; romper limites; alternativas usadas para alcançar limites.

Material: Barbante.
A sala deve estar desarrumada, com vários objetos dispostos em lugares diferentes do usual, com obstáculos espalhados pelo chão.
O grupo escolhe um líder para representá-los.
O instrutor solicita que todos os demais atem
uma venda, cobrindo os olhos.

“Vocês não podem ver seu líder, mas ele está bem diante de vocês. Líder, a partir desse momento você tem 60 segundos (ou trinta de acordo com o tamanho do grupo), para conduzir todos os seus subordinados até aquele ponto (aponta, mostra o ponto de chegada). Sua responsabilidade é de cuidar para que ninguém se machuque, nem tropece, nem esbarre nos objetos, móveis ou pessoas, durante o trajeto. Boa sorte!
O tempo estipulado para a execução da tarefa tem que ser bastante restrito, pois, a única maneira de o líder conseguir cumprir a tarefa deve ser solicitando que todos tirem a venda! O que, analogicamente, significa delegar decisão e responsabilidade.

SITUAÇÃO 1: O líder se dá conta de que a única maneira de alcançar o objetivo é retirando as vendas e, efetivamente, o faz.
- Como ele (líder) se sentiu ao tomar a decisão? Pediu licença ao facilitador, isto é, esperou o “sinal verde” para ousar?
- O significa ousar? Enfrentar desafios? Tomar decisões? O que simboliza tomar decisões quando temos o respaldo da “Direção”?
- Emitiu a ordem para retirar as vendas sem hesitação. Como se sentiu?
-Como se sentiram os demais, ao receber a ordemorientação? Foi fácil chegar? Sentiram satisfação sendo liderados? E pela maneira como foi conduzida a tarefa?

SITUAÇÃO 2: O líder não solicitou que os demais retirassem as vendas.
- O que o impediu? Em que se centrou mais?
- Alguém do grupo teve essa idéia? Falou? Se não disse nada, o que o impediu?
- Como ficou a execução da tarefa?
- Deu para “cuidar” de todos? Analisar cumprimento da tarefa x ambiente.
Observações: Como esta é uma vivência que expõe demais uma única pessoa, é muito importante que o facilitador leia as perguntas sugeridas acima e internalize as idéias, os tópicos que poderão ser levantados para análise, colocando-os de forma suave, indagando para o grupo, especialmente se alguém direcionar muito
fortemente a responsabilidade, a “culpa”, para o líder. Deve haver a preocupação em analisar o processo, não a pessoa em si. É bom lembrar da frase: “Quantos de nós fariam diferente?”.
Há vezes, também, em que pessoas do grupo culpam a vivência, ou o facilitador, de ter dado uma tarefa sem condições de ser resolvida, que, com certeza, levaria ao fracasso… É importante ressaltar que o trabalho em laboratório visa lidar com situações inusitadas, onde nos permitamos desafiar nossos limites, nossa maneira usual de proceder.

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